O concelho de Albergaria tem registado
um crescimento demográfico positivo ao longo do período 1960-2011, na ordem dos 36,9%. Contudo, o crescimento tem sido heterogéneo, apresentando uma evolução demográfica distinta nas
oito freguesias. Ao analisar a variação da sua população entre 1960 e 2011, verifica-se que Albergaria-a-Velha e
Branca registaram a dinâmica demográfica mais positiva, concentrando mais de
50% da população total e um ritmo de crescimento da população residente mais
intenso (119,5% e 35,1%, respectivamente), no período considerado.
Resultado da centralização de equipamentos e serviços, o núcleo urbano da cidade
de Albergaria-a-Velha tem vindo a registar uma densificação acentuada.
Verificou-se também um crescimento linear no lugar do Sobreiro, ao longo da antiga EN16, a via de ligação entre a sede de concelho e a cidade de Aveiro. A freguesia da
Branca registou igualmente um crescimento linear que se concentrou em grande
parte ao longo da EN1/IC2. Nesta via instalaram-se
serviços diversificados, conferindo-lhe assim algumas características urbanas sem assumir as características típicas de centro urbano, influenciando negativamente o desenvolvimento e organização das funções urbanas da freguesia.
Assim, e uma vez que grande parte da sua população mantém a agricultura
como actividade complementar de subsistência, a freguesia conservou um carácter
predominantemente rural, não se assumindo como núcleo urbano consolidado.
No que diz respeito às restantes freguesias, Alquerubim (18,9%), Valmaior (10,3%), Frossos (6,2%) e Angeja (5,9%) registaram uma variação positiva da população residente, embora essa dinâmica não tenha sido homogénea nem constante, alternando períodos de crescimento com outros em que ocorreu uma diminuição dos efectivos populacionais. A freguesia de Valmaior sofreu uma perda significativa de população na década de 60 (cerca de 11,5%), recuperando nas décadas seguintes. A dinâmica demográfica apresentada por esta freguesia encontra-se condicionada, em parte, pela sua topografia acidentada e pela presença do Rio Vouga e sua bacia de cheia, que limitam a disponibilidade de terrenos urbanos, bem como a proximidade ao centro urbano de Albergaria-a-Velha
Na zona sul do concelho, três das quatro freguesias apresentaram um acentuado crescimento demográfico entre 1960 e 2011, com excepção de São João de Loure. Esta freguesia, apesar de ser a que tradicionalmente regista uma das maiores densidades populacionais (184,31 hab/km2, em 2011), nas últimas décadas tem registado uma dinâmica demográfica negativa. Embora registe um elevado crescimento populacional na década de setenta, a década de oitenta é já de abrandamento significativo no crescimento, apresentando uma diminuição de população nas décadas seguintes. Este facto resulta de vários factores, entre os quais a dificuldade de implantação de novas habitações em virtude de grande parte da freguesia se encontrar incluída em Reserva Agrícola Nacional e em Rede Natura, assim como a escassez de equipamentos e serviços.
No que diz respeito às restantes freguesias, Alquerubim (18,9%), Valmaior (10,3%), Frossos (6,2%) e Angeja (5,9%) registaram uma variação positiva da população residente, embora essa dinâmica não tenha sido homogénea nem constante, alternando períodos de crescimento com outros em que ocorreu uma diminuição dos efectivos populacionais. A freguesia de Valmaior sofreu uma perda significativa de população na década de 60 (cerca de 11,5%), recuperando nas décadas seguintes. A dinâmica demográfica apresentada por esta freguesia encontra-se condicionada, em parte, pela sua topografia acidentada e pela presença do Rio Vouga e sua bacia de cheia, que limitam a disponibilidade de terrenos urbanos, bem como a proximidade ao centro urbano de Albergaria-a-Velha
Na zona sul do concelho, três das quatro freguesias apresentaram um acentuado crescimento demográfico entre 1960 e 2011, com excepção de São João de Loure. Esta freguesia, apesar de ser a que tradicionalmente regista uma das maiores densidades populacionais (184,31 hab/km2, em 2011), nas últimas décadas tem registado uma dinâmica demográfica negativa. Embora registe um elevado crescimento populacional na década de setenta, a década de oitenta é já de abrandamento significativo no crescimento, apresentando uma diminuição de população nas décadas seguintes. Este facto resulta de vários factores, entre os quais a dificuldade de implantação de novas habitações em virtude de grande parte da freguesia se encontrar incluída em Reserva Agrícola Nacional e em Rede Natura, assim como a escassez de equipamentos e serviços.
A
freguesia de Frossos, no período em análise (60/11), apresentou um crescimento
demográfico positivo de 6,2%, embora com algumas oscilações. Na década de
sessenta perdeu 8.4% da sua população, enquanto na década seguinte recuperou e
aumentou a sua população residente em 19,7%. Na década de oitenta voltou a
aumentar a sua população em cerca de 11,9%, mas na década de noventa registou
nova perda de 6%, que se prolongou na década seguinte com nova diminuição de
8%. Esta freguesia comporta apenas 3,9% da população total do concelho e apresenta
uma densidade de 121,84 habitantes por km². Note-se, no entanto, comparativamente às outras freguesias do concelho, a sua reduzida dimensão, com apenas 7,95 km².
Relativamente à freguesia de Alquerubim, no período de tempo em análise verifica-se que registou uma dinâmica de crescimento relativamente elevada, aumentando em 18,9% a sua população residente. No entanto, esta dinâmica não foi a mesma ao longo do tempo. Durante a década de 60 houve uma ligeira perda de população (0,1%), contrastando com a década seguinte, em que obteve um crescimento acentuado na ordem dos 19,4%. Nas décadas seguintes, a população residente estabilizou, verificando-se oscilações que não ultrapassaram 1%. De notar que Alquerubim, em 2011, é a terceira freguesia do concelho com maior peso relativo em termos populacionais e uma densidade populacional de 155,01 hab/km².
A freguesia de Angeja, de acordo com os resultados dos vários censos, apresenta um crescimento populacional global positivo (18,5%), tendo, no entanto, um ritmo bastante invulgar. Assim, durante as décadas de 60 e 70, o crescimento foi positivo na ordem dos 2% e 15,9%, respectivamente. Note-se que apenas Angeja e Branca tiveram um crescimento positivo na década de 60. Na década de oitenta, a freguesia sofreu um decréscimo populacional bastante significativo (-44,4%) tendo, na década seguinte, registado um aumento bastante significativo (80,1%). Esta oscilação de valores reflecte, no entanto, um erro estatístico nos censos de 1991. Note-se que embora condicionada pelo facto de uma grande percentagem da sua área estar incluída em RAN, REN e Rede Natura, esta freguesia beneficia da proximidade a concelhos com uma importante dinâmica industrial e terciária, nomeadamente Águeda, Aveiro e Estarreja. A densidade populacional desta freguesia é condicionada pelas referidas reservas administrativas de âmbito nacional e europeu. Estes condicionalismos ao desenvolvimento do povoado reflecte-se na densidade populacional, que se situa nos 97,55 hab/km2, em 2011.
Relativamente à freguesia de Alquerubim, no período de tempo em análise verifica-se que registou uma dinâmica de crescimento relativamente elevada, aumentando em 18,9% a sua população residente. No entanto, esta dinâmica não foi a mesma ao longo do tempo. Durante a década de 60 houve uma ligeira perda de população (0,1%), contrastando com a década seguinte, em que obteve um crescimento acentuado na ordem dos 19,4%. Nas décadas seguintes, a população residente estabilizou, verificando-se oscilações que não ultrapassaram 1%. De notar que Alquerubim, em 2011, é a terceira freguesia do concelho com maior peso relativo em termos populacionais e uma densidade populacional de 155,01 hab/km².
A freguesia de Angeja, de acordo com os resultados dos vários censos, apresenta um crescimento populacional global positivo (18,5%), tendo, no entanto, um ritmo bastante invulgar. Assim, durante as décadas de 60 e 70, o crescimento foi positivo na ordem dos 2% e 15,9%, respectivamente. Note-se que apenas Angeja e Branca tiveram um crescimento positivo na década de 60. Na década de oitenta, a freguesia sofreu um decréscimo populacional bastante significativo (-44,4%) tendo, na década seguinte, registado um aumento bastante significativo (80,1%). Esta oscilação de valores reflecte, no entanto, um erro estatístico nos censos de 1991. Note-se que embora condicionada pelo facto de uma grande percentagem da sua área estar incluída em RAN, REN e Rede Natura, esta freguesia beneficia da proximidade a concelhos com uma importante dinâmica industrial e terciária, nomeadamente Águeda, Aveiro e Estarreja. A densidade populacional desta freguesia é condicionada pelas referidas reservas administrativas de âmbito nacional e europeu. Estes condicionalismos ao desenvolvimento do povoado reflecte-se na densidade populacional, que se situa nos 97,55 hab/km2, em 2011.
Nas restantes freguesias, verificou-se uma dinâmica demográfica negativa, com uma variação de -0,7% na Ribeira de Fráguas e -1% em São João de Loure. No período entre 2001 e 2011, Ribeira de Fráguas apresentou uma variação populacional negativa, com uma diminuição na ordem dos -8,3%. Na década de 60, registou uma ligeira diminuição da população, situação que foi compensada nas décadas seguintes, mas a um ritmo lento e decrescente a partir da década de noventa. De referir que Ribeira de Fráguas, apesar de ser a terceira maior freguesia do concelho, é aquela que apresenta menor densidade populacional (64 hab/km2), sendo responsável por apenas 6,8% do total da população concelhia, porventura devido às características peculiares da sua orografia acidentada.
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