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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Evolução da Estrutura Profissional

A estrutura profissional dos indivíduos residentes em Albergaria-a-Velha, quanto ao seu sector de actividade dos trabalhadores, tem acompanhado a evolução registada no país. Contudo, esta evolução não tem sido homogénea. Em 1991, a Ribeira de Fráguas apresenta ainda um maior peso relativo do sector primário em relação ao terciário, embora a maioria da população estivesse já empregada no sector secundário, paradigmático da ruralidade que caracterizava a freguesia. De resto, tal como na região do Baixo Vouga, era o sector secundário que detinha o maior número de empregados do concelho, embora em Albergaria-a-Velha o sector terciário tivesse já bastante próximo, com menos 1,5 p.p., aproximadamente. Em 2001, verificamos uma descida acentuada do peso do sector primário e uma ligeira descida do sector secundário que, ainda assim, detém a maioria dos residentes empregados. Neste ano, na freguesia de Albergaria-a-Velha, o sector terciário era já o principal empregador. Em 2011, no total concelhio, o sector terciário concentra a maioria da população empregada, sendo que apenas em Alquerubim, Angeja e Ribeira de Fráguas o sector secundário é ainda o predominante. Comparativamente com o Baixo Vouga, verifica-se que o concelho de Albergaria-a-Velha tem um maior peso relativo do sector secundário face aos restantes concelhos.

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Se atendermos apenas à freguesia sede de Concelho, verificamos que a mudança de uma sociedade predominantemente empregada no sector secundário para o sector terciário ocorre bastante mais cedo que nas restantes freguesias, e até mesmo em relação à região do Baixo Vouga. Em 1991, a predominância do sector secundário é já bastante disputada pelo sector terciário, sendo este predominante em 2001, consolidando essa posição em 2011. Por último, destaca-se o facto de os valores registados nesta freguesia, no sector secundário e terciário, serem ligeiramente superiores à média da região.

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A percentagem de população em idade activa registou um ligeiro aumento entre 1991 e 2001, tendo registado uma diminuição mais acentuada até 2011, em linha com os dados disponíveis para o Baixo Vouga e para Portugal. Na freguesia de Albergaria-a-Velha, por seu turno, não se verificou um aumento na primeira década, tendo esta apresentado uma diminuição contínua desde 1991, embora a um ritmo mais lento que o verificado em outra freguesias, em particular naquelas onde o Índice de Envelhecimento é mais elevado.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Nível de Qualificação da População Residente

A análise do nível de qualificação da população residente e em particular da população analfabeta permite-nos perceber a evolução registada no concelho de Albergaria-a-Velha e o que isso significou em melhoria no acesso ao emprego qualificado e consequente melhoria da qualidade de vida. Com valores bastantes inferiores aos registados para a Região Centro, o concelho apresentava, em 1991 e 2001, valores um pouco superiores à média do Baixo Vouga, situação que foi corrigida em 2011. A diminuição, mais intensa nos últimos dez anos, resulta em valores mais reduzidos nas freguesias de Frossos, Albergaria-a-Velha e Branca, valores estes que se encontram correlacionados com os registados no Índice de Envelhecimento, onde estas freguesias também apresentam os valores mais reduzidos. Por outro lado, Ribeira de Fráguas, Alquerubim e Angeja apresentam ainda valores bastante elevados, superiores à média da sub-região e do país.

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Quanto à população residente com um grau de ensino superior completo, esta tem aumentado desde 1991, de forma mais acelerada no último decénio. Os valores mais elevados surgem em Albergaria-a-Velha (16,76%, em 2011), onde se encontram mais de 50% dos indivíduos com ensino superior completo a residir no concelho. Esta é também a única freguesia que atinge um valor superior ao que se verifica na sub-região do Baixo Vouga (14,3%, em 2011) e que se encontra acima da média do concelho. De facto, em 2011, as restantes freguesias ainda atingem valores bastante inferiores aos do próprio concelho e da sub-região, sendo que os mais elevados se encontram na Branca (8,87%) e em Valmaior (6,94%).

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Envelhecimento da População Residente

Ao longo dos últimos 30 anos observa-se uma tendência de diminuição dos valores do Índice de Juventude (definido como o quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos e o número de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos) e um aumento dos valores do Índice de Envelhecimento em todas as freguesias, embora a ritmos diferentes. Mais intensa na maioria das freguesias rurais, esta evolução é mais lenta nas freguesias de Albergaria-a-Velha, Branca e Frossos. De facto, se em 1991 apenas a Branca, Frossos e Ribeira de Fráguas registavam um Índice de Juventude superior à média nacional, em 2001 somente Angeja e Valmaior se encontram abaixo dessa média. Em 2011, apenas Albergaria-a-Velha, Branca e Frossos registam valores superiores à média do país. 

Os valores registados em Albergaria-a-Velha reflectem a dinâmica populacional da freguesia, em particular a sua capacidade em atrair os fluxos migratórios. Pelo contrário, a freguesia de Ribeira de Fráguas, que apresentava em 1991 um elevado Índice de Juventude, em virtude do elevado número de filhos por família, característico da sociedade rural, em 2001 apresenta já o valor mais reduzido do concelho, resultado do rápido envelhecimento da população e da diminuição da sua população em idade activa, em consequência da emigração para a sede de concelho e outros destinos.

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Quanto ao Índice de Envelhecimento (definido como o quociente entre o número de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos), em 1991, Branca, Frossos e Ribeira de Fráguas apresentam valores inferiores à média nacional; em 2001, essa média é superada apenas por Angeja e Valmaior; em 2011, as freguesias que apresentam valores inferiores à média nacional são apenas Albergaria-a-Velha, Branca e Frossos. Embora o envelhecimento da população seja generalizado, observa-se, novamente, a trajectória de envelhecimento acentuado registado em Ribeira de Fráguas, mas também em Angeja. Por outro lado, as freguesias de cariz urbano mais vincado apresentam os valores mais reduzidos. Esta dinâmica pode ser explicada, novamente, pela composição dos fluxos migratórios, que privilegiam as freguesias urbanas.

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No que diz respeito ao Índice de Dependência (definido como o quociente entre o somatório de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos e as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos), verifica-se que as freguesias de Albergaria-a-Velha, Branca e Frossos são as que apresentam os valores mais reduzidos e inferiores à média nacional e regional, em particular a partir de 2001 e com tendência de consolidação.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Evolução da População Residente por Freguesia

O concelho de Albergaria tem registado um crescimento demográfico positivo ao longo do período 1960-2011, na ordem dos 36,9%. Contudo, o crescimento tem sido heterogéneo, apresentando uma evolução demográfica distinta nas oito freguesias. Ao analisar a variação da sua população entre 1960 e 2011, verifica-se que Albergaria-a-Velha e Branca registaram a dinâmica demográfica mais positiva, concentrando mais de 50% da população total e um ritmo de crescimento da população residente mais intenso (119,5% e 35,1%, respectivamente), no período considerado.

Resultado da centralização de equipamentos e serviços, o núcleo urbano da cidade de Albergaria-a-Velha tem vindo a registar uma densificação acentuada. Verificou-se também um crescimento linear no lugar do Sobreiro, ao longo da antiga EN16, a via de ligação entre a sede de concelho e a cidade de Aveiro. A freguesia da Branca registou igualmente um crescimento linear que se concentrou em grande parte ao longo da EN1/IC2. Nesta via instalaram-se serviços diversificados, conferindo-lhe assim algumas características urbanas sem assumir as características típicas de centro urbano, influenciando negativamente o desenvolvimento e organização das funções urbanas da freguesia. Assim, e uma vez que grande parte da sua população mantém a agricultura como actividade complementar de subsistência, a freguesia conservou um carácter predominantemente rural, não se assumindo como núcleo urbano consolidado. 

No que diz respeito às restantes freguesias, Alquerubim (18,9%), Valmaior (10,3%), Frossos (6,2%) e Angeja (5,9%) registaram uma variação positiva da população residente, embora essa dinâmica não tenha sido homogénea nem constante, alternando períodos de crescimento com outros em que ocorreu uma diminuição dos efectivos populacionais. A freguesia de Valmaior sofreu uma perda significativa de população na década de 60 (cerca de 11,5%), recuperando nas décadas seguintes. A dinâmica demográfica apresentada por esta freguesia encontra-se condicionada, em parte, pela sua topografia acidentada e pela presença do Rio Vouga e sua bacia de cheia, que limitam a disponibilidade de terrenos urbanos, bem como a proximidade ao centro urbano de Albergaria-a-Velha 

Na zona sul do concelho, três das quatro freguesias apresentaram um acentuado crescimento demográfico entre 1960 e 2011, com excepção de São João de Loure. Esta freguesia, apesar de ser a que tradicionalmente regista uma das maiores densidades populacionais (184,31 hab/km2, em 2011), nas últimas décadas tem registado uma dinâmica demográfica negativa. Embora registe um elevado crescimento populacional na década de setenta, a década de oitenta é já de abrandamento significativo no crescimento, apresentando uma diminuição de população nas décadas seguintes. Este facto resulta de vários factores, entre os quais a dificuldade de implantação de novas habitações em virtude de grande parte da freguesia se encontrar incluída em Reserva Agrícola Nacional e em Rede Natura, assim como a escassez de equipamentos e serviços.

A freguesia de Frossos, no período em análise (60/11), apresentou um crescimento demográfico positivo de 6,2%, embora com algumas oscilações. Na década de sessenta perdeu 8.4% da sua população, enquanto na década seguinte recuperou e aumentou a sua população residente em 19,7%. Na década de oitenta voltou a aumentar a sua população em cerca de 11,9%, mas na década de noventa registou nova perda de 6%, que se prolongou na década seguinte com nova diminuição de 8%. Esta freguesia comporta apenas 3,9% da população total do concelho e apresenta uma densidade de 121,84 habitantes por km². Note-se, no entanto, comparativamente às outras freguesias do concelho, a sua reduzida dimensão, com apenas 7,95 km². 

Relativamente à freguesia de Alquerubim, no período de tempo em análise verifica-se que registou uma dinâmica de crescimento relativamente elevada, aumentando em 18,9% a sua população residente. No entanto, esta dinâmica não foi a mesma ao longo do tempo. Durante a década de 60 houve uma ligeira perda de população (0,1%), contrastando com a década seguinte, em que obteve um crescimento acentuado na ordem dos 19,4%. Nas décadas seguintes, a população residente estabilizou, verificando-se oscilações que não ultrapassaram 1%. De notar que Alquerubim, em 2011, é a terceira freguesia do concelho com maior peso relativo em termos populacionais e uma densidade populacional de 155,01 hab/km². 

A freguesia de Angeja, de acordo com os resultados dos vários censos, apresenta um crescimento populacional global positivo (18,5%), tendo, no entanto, um ritmo bastante invulgar. Assim, durante as décadas de 60 e 70, o crescimento foi positivo na ordem dos 2% e 15,9%, respectivamente. Note-se que apenas Angeja e Branca tiveram um crescimento positivo na década de 60. Na década de oitenta, a freguesia sofreu um decréscimo populacional bastante significativo (-44,4%) tendo, na década seguinte, registado um aumento bastante significativo (80,1%). Esta oscilação de valores reflecte, no entanto, um erro estatístico nos censos de 1991. Note-se que embora condicionada pelo facto de uma grande percentagem da sua área estar incluída em RAN, REN e Rede Natura, esta freguesia beneficia da proximidade a concelhos com uma importante dinâmica industrial e terciária, nomeadamente Águeda, Aveiro e Estarreja. A densidade populacional desta freguesia é condicionada pelas referidas reservas administrativas de âmbito nacional e europeu. Estes condicionalismos ao desenvolvimento do povoado reflecte-se na densidade populacional, que se situa nos 97,55 hab/km2, em 2011.

Nas restantes freguesias, verificou-se uma dinâmica demográfica negativa, com uma variação de -0,7% na Ribeira de Fráguas e -1% em São João de Loure. No período entre 2001 e 2011, Ribeira de Fráguas apresentou uma variação populacional negativa, com uma diminuição na ordem dos -8,3%. Na década de 60, registou uma ligeira diminuição da população, situação que foi compensada nas décadas seguintes, mas a um ritmo lento e decrescente a partir da década de noventa. De referir que Ribeira de Fráguas, apesar de ser a terceira maior freguesia do concelho, é aquela que apresenta menor densidade populacional (64 hab/km2), sendo responsável por apenas 6,8% do total da população concelhia, porventura devido às características peculiares da sua orografia acidentada.


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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pirâmides Etárias

A análise da estrutura etária da população é um contributo para a identificação das tendências de evolução demográfica, importante para a elaboração de previsões demográficas e económicas, ou seja, para a definição de estratégias de desenvolvimento municipal. Um dos aspectos mais evidentes da evolução demográfica do concelho de Albergaria-a-Velha é o progressivo envelhecimento da população, situação que se tem vindo a agravar desde os anos 70, embora se verifique um menor peso relativo em desta faixa etária em relação ao total dos efectivos populacionais, na última década. Verifica-se que o peso da população com menos de 15 anos tem vindo a diminuir de forma constante desde 1960. A diminuição dos efectivos populacionais mais jovens foi mais intensa durante as décadas de 70 a 90, registando-se uma diminuição menos acentuada na última década. Por seu turno, a população em idade activa tem registado um aumento relativo na estrutura populacional, com uma ligeira diminuição na década de 90, compensada de imediato na década seguinte, onde atingiu sensivelmente dois terços da população do concelho.


Salienta-se ainda o facto de o envelhecimento demográfico da população de Albergaria-a-Velha registar uma situação favorável relativamente ao contexto nacional e da Região Centro, verificando-se, comparativamente, um menor decréscimo da população jovem e um menor aumento da população idosa.


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Analisando a estrutura da população do concelho entre 1991 e 2011, por faixa etária, observa-se um envelhecimento da população através, simultaneamente, de um estreitamento da base e um alargamento do topo da pirâmide etária, reflectindo-se numa população mais envelhecida. Um dos acontecimentos demográficos marcantes deste século, em Portugal, foi a vaga de emigração que, principalmente durante os anos 60 mas também no início da década de 70, levou uma significativa parte da população portuguesa a abandonar o país.

O regresso de muitos portugueses do território ultramarino após o 25 de Abril e o regresso de alguns emigrantes na década de 80, vai reflectir-se na pirâmide etária de 1991 , pelo que o efeito da vaga emigratória dos anos 60 é de alguma forma mitigado, notando-se ainda um ligeiro estrangulamento em torno da faixa dos 50 anos. Verifica-se também uma diminuição acentuada nas classes etária dos 0 aos 5 anos, resultando no estreitamento da base da pirâmide etária.


Ao observar a pirâmide etária da população em 2001, verifica-se um quadro de uma população envelhecida, apresentando um agravamento na diminuição da base da pirâmide demonstrativo de uma baixa taxa de natalidade. O aumento de efectivos nos escalões etários entre os 60 e 80 anos poderá ser reflexo do aumento de esperança média de vida, em virtude da melhoria das condições de vida da população, assim como o regresso de emigrantes em idade de reforma. Relativamente à pirâmide etária de 2011, facilmente se percepciona que a tendência de duplo envelhecimento se agrava com maior intensidade. A população do concelho de Albergaria-a-Velha está a ficar cada vez mais envelhecida, como se pode constatar através do Índice de Envelhecimento. Neste âmbito, torna-se essencial pensar as necessidades de uma população que vai necessitar de um outro tipo de apoio, quer ao nível dos cuidados de saúde e de apoio domiciliário, quer ao nível dos transportes e mobilidade, para que os serviços cheguem a todas as freguesias do concelho. 

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Evolução da População Residente

A evolução da população do concelho de Albergaria-a-Velha tem-se caracterizado por um gradual crescimento dos seus efectivos populacionais, embora nem sempre de forma linear. Tendo como referência o período entre 1864 e 2011, verifica-se que o concelho teve uma certa dinâmica populacional, embora com diferentes ritmos de crescimento entre freguesias, revelando uma elevada heterogeneidade espacial. O fluxo migratório teve particular importância, uma vez que afectou as camadas mais jovens da população, sendo estas cruciais para o crescimento populacional e a renovação das gerações.

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A evolução da população residente no concelho revela um crescimento assinalável no período compreendido entre 1864-78 (crescimento médio anual de 1,21%), em que ocorre um acréscimo populacional de 17%. No período seguinte, entre 1878-90, ocorre pela primeira vez (em relação aos 130 anos aqui analisados) uma diminuição da população (decréscimo absoluto de 2,2%), a que corresponde uma diminuição média anual de 0,18%. Neste período, destaca-se a forte corrente emigratória para o Brasil.


Entre 1890 e 1900, a população retoma a fase de crescimento, com um aumento de cerca de 5% durante este período. No período intercensitário de 1900 a 1911, o ritmo de crescimento acentua-se (0,73% por ano), registando-se um acréscimo populacional de 8% nessa década. Entre 1911 e 1920, verifica-se uma significativa diminuição do ritmo de crescimento populacional (acréscimo anual de 0,11%), em consequência, sobretudo, da deflagração da I Guerra Mundial, à qual se associou uma forte corrente emigratória. Deste modo, a população aumenta neste período apenas 1%. Nas décadas de 20 e 30, desencadeia-se uma aceleração progressiva do ritmo de crescimento (acréscimos anuais de 0,37% e 1,04%, respectivamente), com ganhos populacionais absolutos de 4% e 10%, em cada um dos períodos mencionados.


Nos anos 40, o ritmo de crescimento decresce para cerca de 0,59% por ano, em consequência da II Guerra Mundial. Na década de 50, inicia-se um novo surto emigratório, cujos efeitos tiveram a sua manifestação mais significativa na década seguinte. Deste modo, nos anos 50 o ritmo de crescimento desacelera consideravelmente (passa para 0,32% ao ano), agravando-se de tal forma que na década seguinte a população vai mesmo diminuir (-0,25%). Em termos históricos, este foi o período de emigração mais intenso no concelho.


As décadas de 70 a 90 vão assumir-se como as de maior crescimento populacional dos últimos cinco quartos de século. A primeira destas décadas, apesar de sofrer ainda a influência quer do surto emigratório registado na década anterior, quer ainda da diminuição tendencial do Saldo Fisiológico, vai manifestar um forte crescimento populacional (acréscimo anual de 1,6%). Este ritmo de crescimento é influenciado pela diminuição muito significativa da emigração durante a segunda metade da década de 70, a que cumulativamente se associa a fixação no concelho de contingentes muito significativos de indivíduos provenientes das ex-colónias, ocorrendo deste modo um acréscimo populacional absoluto de mais de 18%. A década de 80, apesar de denotar uma diminuição do ritmo de crescimento relativamente à década anterior, manifesta, quer relativamente à dinâmica histórica do concelho, quer comparativamente a outras áreas geográficas, um crescimento muito assinalável (acréscimo absoluto de 13,2%). O concelho de Albergaria-a-Velha assume-se, neste período, como o de maior crescimento relativo da população em todo o Distrito de Aveiro, situando-se ainda entre os de maior crescimento em todo o país. Finalmente, a partir da década de 90 até ao ano de 2011, houve um aumento populacional ainda bastante significativo, destacando-se a década entre 1991 e 2001.


As estimativas mais recentes realizadas pelo INE indiciam uma diminuição significativa da população residente após 2011. Esta diminuição está associada ao forte fluxo emigratório em consequência da crise económica de 2009.

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