Resultado da centralização de equipamentos e serviços, o núcleo urbano da cidade
de Albergaria-a-Velha tem vindo a registar uma densificação acentuada.
Verificou-se também um crescimento linear no lugar do Sobreiro, ao longo da antiga EN16, a via de ligação entre a sede de concelho e a cidade de Aveiro. A freguesia da
Branca registou igualmente um crescimento linear que se concentrou em grande
parte ao longo da EN1/IC2. Nesta via instalaram-se
serviços diversificados, conferindo-lhe assim algumas características urbanas sem assumir as características típicas de centro urbano, influenciando negativamente o desenvolvimento e organização das funções urbanas da freguesia.
Assim, e uma vez que grande parte da sua população mantém a agricultura
como actividade complementar de subsistência, a freguesia conservou um carácter
predominantemente rural, não se assumindo como núcleo urbano consolidado.
No
que diz respeito às restantes freguesias, Alquerubim (18,9%), Valmaior (10,3%),
Frossos (6,2%) e Angeja (5,9%) registaram uma variação positiva da população
residente, embora essa dinâmica não tenha sido
homogénea nem constante, alternando períodos de crescimento com outros em que
ocorreu uma diminuição dos efectivos populacionais. A freguesia de Valmaior sofreu
uma perda significativa de população na década de 60 (cerca de 11,5%),
recuperando nas décadas seguintes. A dinâmica demográfica apresentada por esta
freguesia encontra-se condicionada, em parte, pela sua topografia acidentada e
pela presença do Rio Vouga e sua bacia de cheia, que limitam a disponibilidade de terrenos urbanos,
bem como a proximidade ao centro urbano de Albergaria-a-Velha
Na zona sul do
concelho, três das quatro freguesias apresentaram um acentuado
crescimento demográfico entre 1960 e 2011, com excepção de São João de Loure.
Esta freguesia, apesar de ser a que tradicionalmente regista uma
das maiores densidades populacionais (184,31 hab/km2, em 2011), nas
últimas décadas tem registado uma dinâmica demográfica negativa. Embora
registe um elevado crescimento populacional na década de setenta, a década de
oitenta é já de abrandamento significativo no crescimento, apresentando uma diminuição de
população nas décadas seguintes. Este facto resulta de vários factores, entre os
quais a dificuldade de implantação de novas habitações em virtude de grande
parte da freguesia se encontrar incluída em Reserva Agrícola Nacional e em Rede
Natura, assim como a escassez de equipamentos e serviços.
A
freguesia de Frossos, no período em análise (60/11), apresentou um crescimento
demográfico positivo de 6,2%, embora com algumas oscilações. Na década de
sessenta perdeu 8.4% da sua população, enquanto na década seguinte recuperou e
aumentou a sua população residente em 19,7%. Na década de oitenta voltou a
aumentar a sua população em cerca de 11,9%, mas na década de noventa registou
nova perda de 6%, que se prolongou na década seguinte com nova diminuição de
8%. Esta freguesia comporta apenas 3,9% da população total do concelho e apresenta
uma densidade de 121,84 habitantes por km². Note-se, no entanto, comparativamente às outras freguesias do concelho, a sua reduzida dimensão, com apenas 7,95 km².
Relativamente à freguesia de
Alquerubim, no período de tempo em análise verifica-se que registou uma
dinâmica de crescimento relativamente elevada, aumentando em 18,9% a sua
população residente. No entanto, esta dinâmica não foi a mesma ao longo do
tempo. Durante a década de 60 houve uma ligeira perda de população (0,1%), contrastando
com a década seguinte, em que obteve um crescimento acentuado na ordem dos
19,4%. Nas décadas seguintes, a população residente estabilizou, verificando-se
oscilações que não ultrapassaram 1%. De notar que Alquerubim, em 2011, é a terceira freguesia do concelho com maior peso relativo em termos
populacionais e uma densidade populacional de 155,01 hab/km².
A freguesia de
Angeja, de acordo com os resultados dos vários censos, apresenta um crescimento
populacional global positivo (18,5%), tendo, no entanto, um ritmo bastante
invulgar. Assim,
durante as décadas de 60 e 70, o crescimento foi positivo na ordem dos 2% e
15,9%, respectivamente. Note-se que apenas Angeja e Branca tiveram um
crescimento positivo na década de 60. Na década de oitenta, a freguesia sofreu
um decréscimo populacional bastante significativo (-44,4%) tendo, na década
seguinte, registado um aumento bastante significativo (80,1%). Esta oscilação
de valores reflecte, no entanto, um erro estatístico nos censos de 1991. Note-se
que embora condicionada pelo facto de uma grande percentagem da sua área
estar incluída em RAN, REN e Rede Natura, esta freguesia beneficia da
proximidade a concelhos com uma importante dinâmica industrial e terciária,
nomeadamente Águeda, Aveiro e Estarreja. A densidade populacional desta freguesia é condicionada pelas referidas reservas administrativas de âmbito
nacional e europeu. Estes condicionalismos ao
desenvolvimento do povoado reflecte-se na densidade populacional, que se
situa nos 97,55 hab/km2, em 2011.
Nas restantes freguesias, verificou-se uma dinâmica
demográfica negativa, com uma variação de -0,7% na Ribeira de Fráguas e -1% em
São João de Loure. No período entre 2001 e 2011, Ribeira de Fráguas apresentou
uma variação populacional negativa, com uma diminuição na ordem dos -8,3%. Na
década de 60, registou uma ligeira diminuição da população, situação que foi
compensada nas décadas seguintes, mas a um ritmo lento e decrescente a partir
da década de noventa. De referir que Ribeira de Fráguas, apesar de ser a
terceira maior freguesia do concelho, é aquela que apresenta menor densidade
populacional (64 hab/km2), sendo responsável por apenas 6,8% do
total da população concelhia, porventura devido às características peculiares da sua orografia acidentada.