A interpretação das Cartas de Ocupação do Solo
(COS) de 1990 e 2007 permite-nos analisar as mudanças verificadas no uso e ocupação do solo em Albergaria. Relativamente a 1990,
a floresta ocupava a maior mancha, distribuindo-se por 19,55 km²,
correspondendo a aproximadamente 65% da área analisada. Destes, 9,84 km² eram
de povoamento florestal misto, 7,79 km² de folhosas e 1,93 km² de resinosas. Os
meios semi-naturais, dominados por ocupação arbustiva e herbácea, tinham pouca
expressão, não chegando a ocupar 1 km². As áreas agrícolas,
que ocupavam 6,23 km², ou seja, 20,69% da área em causa, distribuíam-se numa
heterogeneidade de pequenas parcelas na envolvente ou nos interstícios do
perímetro urbano, das quais se destacavam, pelo seu peso relativo, as culturas
anuais de regadio, os sistemas culturais e parcelares complexos, as culturas
anuais e a vinha.
Quanto às áreas artificiais, estas ocupavam 11,4% da área de
estudo, cerca de 3,43 km². A área com maior relevância diz respeito ao tecido
urbano contínuo, identificado como correspondendo ao centro urbano de
Albergaria-a-Velha e ao lugar do Sobreiro, verificando-se a sua predominância
face ao espaço urbano descontínuo. Estes espaços ocupavam, no total, 1,70 km²,
sensivelmente a mesma área que se encontrava ocupada pelas infraestruturas e
equipamentos. Entre estas, destacam-se os 1,05 km² de zonas industriais e
comerciais, que correspondiam quase por inteiro à zona industrial de
Albergaria, que nesta época se encontrava ainda na primeira fase de construção
e desenvolvimento.
Na COS 2007 verificam-se algumas mudanças importantes na ocupação do solo, particularmente a diminuição das áreas agrícolas e o aumento das áreas artificiais. As primeiras viram a sua área diminuir em função do crescimento do perímetro urbano, registando, em 2007, 3,74 km² – 12,43% da área de estudo – sendo a maior parte ocupada por culturas temporárias. Os territórios artificializados, por sua vez, atingiram os 5,39 km², ou seja, 17,89% do território. Pela primeira vez, a área destinada a indústria, comércio e transportes suplantou a área ocupada pelo tecido urbano, com 2,40 km² e 2,41 km², respectivamente. As áreas ocupadas por florestas e meios naturais e semi-naturais continuam a ser as mais representativas, atingindo quase os 70% da área de estudo. No entanto, analisando as características destas manchas, verificamos que a área ocupada por florestas diminuiu cerca de 4 km², enquanto os espaços naturais e semi-naturais, por sua vez, atingiram mais de 5 km², enquanto em 1990 eram cerca de cinco vezes menores.
Na COS 2007 verificam-se algumas mudanças importantes na ocupação do solo, particularmente a diminuição das áreas agrícolas e o aumento das áreas artificiais. As primeiras viram a sua área diminuir em função do crescimento do perímetro urbano, registando, em 2007, 3,74 km² – 12,43% da área de estudo – sendo a maior parte ocupada por culturas temporárias. Os territórios artificializados, por sua vez, atingiram os 5,39 km², ou seja, 17,89% do território. Pela primeira vez, a área destinada a indústria, comércio e transportes suplantou a área ocupada pelo tecido urbano, com 2,40 km² e 2,41 km², respectivamente. As áreas ocupadas por florestas e meios naturais e semi-naturais continuam a ser as mais representativas, atingindo quase os 70% da área de estudo. No entanto, analisando as características destas manchas, verificamos que a área ocupada por florestas diminuiu cerca de 4 km², enquanto os espaços naturais e semi-naturais, por sua vez, atingiram mais de 5 km², enquanto em 1990 eram cerca de cinco vezes menores.
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