O número de famílias
clássicas no concelho de Albergaria-a-Velha tem vindo a aumentar desde 1991. Este aumento foi mais significativo entre 1991 e 2001, com um
acréscimo de sensivelmente 1400 famílias, que se verificou em quase todas as freguesias,
com excepção de São João de Loure, onde se registou uma estagnação. Entre 2001 e
2011, o aumento ficou-se pelas 1000 famílias, sendo que em Angeja se verificou
uma ligeira diminuição e em Frossos e Ribeira de Fráguas uma estagnação. O
maior aumento no número de famílias clássicas, nos dois períodos em análise,
verificou-se na freguesia de Albergaria-a-Velha.
Este aumento no número de famílias deve-se, além do crescimento populacional, à atomização dos núcleos familiares, ou seja, a diminuição do número de elementos por agregado. Com efeito, a estrutura das famílias clássicas tem vindo a alterar-se ao longo do período em análise, com a diminuição do número de famílias com cinco ou mais elementos e o aumento do número de famílias com apenas um ou dois elementos. Entre 1991 e 2001 verifica-se ainda um ligeiro aumento do número de famílias com três ou quatro elementos, sendo que em 2011 se verifica já uma diminuição deste grupo.
A freguesia de
Albergaria-a-Velha, em 1991, era a que registava um menor número relativo de
famílias clássicas com mais de cinco elementos. Em 2011, a atomização dos
núcleos familiares é ainda mais evidente, sendo a freguesia com menor
percentagem de famílias clássicas com cinco ou mais elementos e uma das que tem
mais núcleos unifamiliares ou com dois elementos, apenas ultrapassada pela freguesia
de Frossos. A proporção de famílias com 5 ou mais elementos atinge os valores
mais elevados em Angeja, embora seja a Branca que concentra o maior peso
relativo de famílias numerosas, com três ou mais elementos, situação que já se
verificava em 1991.
Esta heterogeneidade evidencia as diferenças entre uma comunidade com características urbanas em Albergaria-a-Velha e as restantes freguesias, com traços ainda de uma certa ruralidade que se vem desvanecendo.
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